sexta-feira, 27 de março de 2015

Cerveja, café, hambúrgueres, ketchup e agora salgadinhos: o apetite do bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemann não tem limites. O caçador de ativos mais agressivo da América Latina se juntou a Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, para adquirir a Kraft Foods, a gigante do ramo de lanches com sede em Illinois, para depois combiná-la com sua fabricante de condimentos H.J. Heinz. Adquirir uma gigante internacional -- e depois torná-la ainda maior -- é exatamente o que Lemann e seus sócios da 3G Capital, uma firma de private equity com sede no Brasil, têm feito melhor nas últimas duas décadas. A Kraft soma outra marca histórica à vasta lista da 3G e também consolida a improvável reputação de Lemann de bilionário mais discreto da América Latina. “Eu não diria que Lemann tem vergonha de ser rico, mas ele é a última pessoa que você vai ouvir se vangloriando disso”, disse Roberto Teixeira da Costa, amigo de longa data de Lemann e ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essa circunspecção parece incomum para o Brasil, onde a mídia se banqueteia com a história de uma riqueza criada do zero pelo autodenominado rebelde industrial Eike Batista -- um sedutor com seu PowerPoint que conversava com investidores para que eles financiassem sua visão de prancheta de um império dos setores de energia e logística --. Enquanto Eike transportava possíveis investidores e jornalistas de helicóptero para o canteiro de obras vazio que seria o maior superporto da América Latina, Lemann estava silenciosamente edificando sua riqueza, planejando cuidadosamente suas abordagens a alvos famosos nos EUA e na Europa.

Fonte: Exame - 27/03/2015
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