
José Fernando de Souza Puglisi, 42 anos, trabalhou seis anos no Pizza Hut até ser "roubado" pela rival McDonald's, há quase um ano. Sua maior qualidade: o sorriso e a afetividade que melhoram o ambiente de trabalho. E também as vendas de cafezinho e sorvete. "Fico no pós-venda e tem dia que vendo 40 cafezinhos", diz Fernando, que tem síndrome de Down e sonha chegar a instrutor. "O ambiente parece uma festa, os funcionários são legais, é divertido trabalhar." A inclusão de pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho ainda é marginal no país, mas vem crescendo devido à necessidade das empresas de cumprir as cotas exigidas por lei, de 2% a 5% do quadro funcional, para empresas com mais de cem funcionários. Com a dificuldade de encontrar deficientes físicos ou sensoriais (visual ou auditivo) qualificados -os primeiros grupos a serem incluídos a partir da entrada em vigor da lei-, algumas empresas deram início a programas de inclusão de deficientes intelectuais e encontraram, no processo, grandes benefícios.
Fonte: Folha - 21/03/2014
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