Quando Barack Obama venceu as eleições para a presidência dos EUA, algumas pessoas me perguntaram se sua eleição seria boa para o Brasil e para nós brasileiros. Respondi que para nós era absolutamente indiferente. Com base em qual linha de raciocínio respondi a essa pergunta? Vejamos: à época, independente de quem fosse o presidente dos EUA, ele teria, primeiro, um compromisso enorme com o seu partido, que pretendia ser bem avaliado e vencer as eleições seguintes, começando pelas eleições legislativas, dois anos mais tarde e a eleição presidencial, quatro anos depois. Segundo, teria um compromisso com a população de seu país, que financiou sua campanha e o elegeu. Bem como teria um compromisso enorme com o empresariado de seu país que precisava de crescimento econômico e de geração de novas oportunidades de negócios. Terceiro, teria um compromisso gigantesco com a oposição que não daria trégua a seu governo.
Portanto, atualmente, o presidente dos EUA, bem como o presidente de qualquer outro país, na atual configuração geopolítica mundial, defenderá o seu país e os seus interesses, com todas as forças que puder. Essa defesa poderá beneficiar outros países? Claro que sim. Só que muito mais por conseqüência que por objetivo. Por exemplo: se a economia dos EUA ou da China, que são dois grandes importadores do resto do mundo, estiver indo bem, ajudará muito as economias dos países que exportam para eles. Só que isso como conseqüência do êxito na condução de sua política econômica e não como objetivos.
As dificuldades que o mundo enfrenta atualmente e que foram discutidas no encontro do G-20, em Seul, na semana passada, com pequenos avanços, mostram a necessidade que o Brasil, em particular, tem de corrigir problemas históricos. Para esse encontro o Brasil chegou muito fragilizado. A principal causa disso teve origem no fato do Brasil não ter sido representado, com força máxima, na reunião anterior, ocorrida no Canadá. Alegando problemas internos, por conta das chuvas na Região Nordeste, o presidente Luís Inácio Lula da Silva se ausentou da reunião. O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meireles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também não compareceram. Essas ausências foram interpretadas pelos outros membros do grupo como um desprestígio do Brasil ao G-20.
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