segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A crise na indústria, em especial na automobilística, colocou um grande contingente de trabalhadores em compasso de espera. Diferente de crises anteriores, quando a demissão era a alternativa, as empresas estão usando o recurso do "lay-off", com suspensão temporária dos contratos, à espera de melhora no mercado até o fim do ano. Se a economia não reagir, é possível que esse pessoal não retorne às fábricas. Até julho, os números do lay-off - incorporado à CLT em 2001 (embora já adotado por medida provisória desde 1998) - só não superam, por enquanto, os de 2009, no auge da crise financeira internacional. Durante o lay-off, que pode ter duração máxima de cinco meses, parte do salário do trabalhador é paga pela empresa e parte pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), como bolsa qualificação.
Fonte: Época Negócios - 11/08/2014

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