quinta-feira, 23 de abril de 2015

O atual cenário de desaquecimento da atividade econômica e inflação alta vai afetar diretamente as famílias de menor poder aquisitivo, as mesmas que conseguiram ascender na pirâmide social nos últimos 10 anos, graças, principalmente, ao aumento da renda do trabalho. Para analistas, os principais efeitos da estagflação sobre as classes média e baixa serão a deterioração da renda, o desemprego e o aumento da informalidade. A renda originária do trabalho responde hoje, na média, por 78,5% do total da massa de rendimentos dos brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2004, esse percentual era menor, de 77,5%. O aumento da renda possibilitou o processo de mobilidade social das famílias nos últimos 10 anos, com destaque para as classes A, B e C. A participação da renda do trabalho entre as classes A e B passou de 78,9% em 2004 para 82,4%, em 2013. Movimento similar aconteceu na C, onde o trabalho, que respondia por 78,5% dos rendimentos, passou a representar 78,8%. Com o avanço do desemprego, cuja taxa mensal de desocupação subiu de 5,3% para 5,9% em fevereiro deste ano, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE), aumentam os riscos de um eventual retrocesso social das classes médias e baixas, conforme aponta a economista sênior do Bradesco Ana Maria Bonomi Barufi.

Fonte: Brasil Econômico - 23/04/2015
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