sábado, 21 de fevereiro de 2015

Atrasos em projetos, demissões e incerteza marcam a rotina de cidades pelo país que tiveram rápido crescimento com a instalação de estaleiros voltados à produção para a Petrobras. Mas a crise nas empreiteiras afetadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, ameaça agora as promessas de desenvolvimento econômico acelerado. Em três Estados –Rio Grande do Sul, Bahia e Espírito Santo–, os investimentos somam pelo menos R$ 5 bilhões e, em dois deles (Bahia e Rio Grande do Sul), o total de demissões chega a 7.000, segundo os sindicatos de trabalhadores. Com economia modesta até 2006, Rio Grande, município de 207 mil habitantes no litoral gaúcho, conheceu o status de polo econômico do Estado após o início da construção de plataformas e módulos para a Petrobras a partir de 2006. Shoppings foram erguidos e a construção civil passou por um boom, mas após a Lava Jato, o cenário se deteriorou rapidamente. O sindicato dos metalúrgicos estima que foi demitida metade da força de trabalho da empreiteira Engevix, empresa que teve o vice-presidente preso na operação e que tinha sido contratada pela Petrobras para construir cascos para plataformas. Empresas terceirizadas reclamam de dívidas pendentes e também demitem –ao todo, o sindicato fala em 2.500 cortes. Aos operários dispensados restou procurar emprego no comércio local. Mas os lojistas também dizem enfrentar reflexos da situação e queda nas vendas.

Fonte: Folha - 21/02/2015
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