sábado, 12 de abril de 2014

Na tarde chuvosa do dia primeiro de janeiro de 2011, Dilma Rousseff recebeu de Luiz Inácio Lula da Silva a faixa presidencial e a administração de um país com economia estabilizada, inflação sob controle e uma Petrobras que lucrava R$ 35 bilhões ao ano. O vencedor das eleições de 2015 não terá o mesmo privilégio. A conta que vem para o sucessor de Dilma ou mesmo para ela enfrentar, caso seja reeleita, será salgada. Isso porque, de olho nas eleições, o governo adiou a adoção de medidas impopulares, mas que eram necessárias, ao conter artificialmente as tarifas de combustíveis e eletricidade e expandir subsídios. Por isso, a partir do próximo ano, serão inevitáveis para quem estiver governando o País iniciativas amargas para a população, como o aumento dos combustíveis e da conta de energia elétrica. E para evitar impacto forte sobre a inflação de 2015 serão necessárias medidas de contenção que geralmente afetam o consumo e a geração de empregos, além da política de reajuste do salário mínimo.
Fonte: IstoÉ - 12/04/2014

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