segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Eram 11h25 da segunda-feira 2 quando a presidenta Dilma Rousseff deu início à cerimônia de assinatura do primeiro contrato de partilha do pré-sal. No Salão Nobre do Palácio do Planalto, o clima era de festa, com a presença dos executivos da anglo-holandesa Shell, da francesa Total e das chinesas Petrochina e CNOOC, além da presidenta da Petrobras, Graça Foster, e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. “É lucrativo participar de um campo que tem como reservas estimadas entre 8 e 12 bilhões de barris de óleo equivalente”, disse a presidenta Dilma. “Afirmo, sem receio, que a exploração do Campo de Libra é um ótimo negócio.” Naquele mesmo horário, no entanto, os acionistas da Petrobras contabilizavam uma perda de quase 10% no valor dos seus investimentos devido à frustração gerada pelo reajuste dos combustíveis. Era o ápice de uma novela que colocou o governo e a Petrobras em rota de colisão.
Fonte: IstoÉ Dinheiro - 09/12/2013

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