terça-feira, 10 de julho de 2012

A batalha decisiva de Mantega

Guerra é guerra. Desde que o governo federal lançou o plano Brasil Maior, em agosto de 2011, a expectativa de que o setor produtivo responderia à altura aos incentivos propostos no pacote alimentou as projeções de crescimento para este ano. A aposta de crescer 4,5% do PIB parecia lógica, diante da estratégia, que adotou as mesmas armas utilizadas para a crise de 2009: incentivos ao consumo, redução de juros e estímulos ao investimento. Porém, a realidade não correspondeu aos movimentos do governo no campo de batalha econômica. Embora sete pacotes de medidas tenham sido anunciados desde então, a produção industrial continuou caindo, como revelou o IBGE na semana passada. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconheceu a gravidade da crise e voltou a convocar os generais do setor privado para garantir a retomada do crescimento, a despeito dos efeitos da crise externa. Todo o arsenal bélico do Banco Central e da Fazenda foi voltado para a defesa do dólar a R$ 2, patamar 15% superior ao de 12 meses atrás, quando a moeda americana valia R$ 1,75. Essa desvalorização foi fruto direto de uma ação orquestrada das tropas do BC, com diversas intervenções nos mercados à vista e futuro, além da redução dos juros básicos, e da Fazenda, que taxou o capital especulativo e dificultou captações de recursos no Exterior.
Fonte: IstoÉ Dinheiro - Negócios - 10/07/2012

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