Em uma década, a quantidade de alunos de graduação a distância cresceu 23 vezes. A oferta de vagas diversificou —saltando de 8 para um leque de 84 cursos. Os formandos, antes pouco além de 4.000, alcançam 161 mil. Os indicadores mostram como a graduação a distância ganhou espaço no país e conseguiu se expandir para setores até então inexplorados. Em 2003, esses cursos beiravam 50 mil matrículas —1,3% do total da graduação. Em 2013, 1,15 milhão— 15,7%. "É uma tendência mundial e irreversível. As empresas também estão investindo em treinamento a distância, em cursos corporativos. Elas estão acreditando nisso", diz Ivete Palange, consultora da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância). A maioria absoluta das matrículas —97,2%— estava concentrada antes na área de educação, como pedagogia. Agora, essa fatia caiu para 38,9% devido ao crescimento de outros cursos —que incluem ciências contábeis, enfermagem e engenharia.
Fonte: Folha - 05/12/2014
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