quarta-feira, 7 de maio de 2014

Máquinas top na Europa são barradas no Brasil

No ano passado, o empresário Jandir Milan comprou na Itália uma máquina para automatizar a montagem das cadeiras produzidas em sua empresa, a fabricante de móveis de escritório Milanflex, de Cuiabá. A empresa, com 500 funcionários, fatura 100 milhões de reais por ano. O equipamento nem chegou a ser instalado. Milan constatou que ele não atendia às normas brasileiras de segurança no trabalho. “Eu teria de instalar dispositivos exigidos pela legislação brasileira, mas que para os europeus não fazem a menor diferença”, diz. Hoje, a máquina, adquirida por 450 000 reais, está encostada em um depósito. Milan tinha planos de importar outras oito semelhantes, mas desistiu. “Achei melhor comprar equipamentos nacionais, já adequados à legislação em vigor”, afirma. “O problema é que paguei 40% mais por máquinas brasileiras que são 30% menos produtivas do que as italianas.”
Fonte: Exame - 07/05/2014

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