Apesar da crise europeia, os títulos da dívida da Itália ainda são, em tese, mais seguros e custam menos ao governo do país que os do Brasil. A aparente contradição fica explícita na rentabilidade dos papéis. Os títulos brasileiros com resgate de dez anos estão sendo negociados com juros anuais médios acima de 11%, quase o dobro dos 6,7% pagos pelos similares italianos. A taxa de juros é justamente definida pelo grau de confiança dos investidores na capacidade de pagamento do país que emite os títulos. Quanto maior o percentual de juros, menos confiáveis são os papeis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário, crítica ou sugestão.