A empreitada começou no momento em que dona Cília e seu Alberto decidiram ter uma conversa séria com o filho do meio. Beto tinha 22 anos passava os dias sobre uma prancha de surfe e em partidas de futebol. Diante de vida tão despojada, seus pais quiseram saber: “E aí, você não vai fazer nada?”. “Naquela época eu não sabia o que queria fazer. Meu pai tinha um açougue e uma padaria, mas eu não entendia nada de carne e fui mexer com os pães. Por sugestão do meu pai, passei a fazer biscoitos”, lembra o chef. “Não havia sinal de aptidão aparente, sequer gostava de cozinhar. Nunca pensei nisso”, conta com a serenidade de quem acha graça do passado.
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